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Sardoal 2020

Publicado a 28/02/2010, 14:33 por Luís Gonçalves
ANÁLISE SWOT

CONCELHO DE SARDOAL

PONTOS FORTES

Um quadro de acessibilidades externas muito favorável face a pólos empregadores e de grande consumo. No que respeita às acessibilidades internas, com a evolução positiva do Programa de Remodelação e Beneficiação da Rede Viária Municipal e com a desclassificação de alguns troços de Estradas Nacionais, a malha viária permite já ligações razoáveis entre os principais aglomerados urbanos do Concelho e de Concelhos vizinhos (Abrantes e Mação). No entanto, para completar e consolidar o quadro de acessibilidades internas e externas mostra-se essencial o fecho da rede viária interna, no que respeita aos principais eixos rodoviários, em especial no norte do Concelho: Codes/Malhadal/Amieira, a ligação Presa/Entrevinhas e a ligação Vale das Onegas/Serra de Mação.

As características do património cultural e natural do Concelho de Sardoal podem possibilitar a transformação das correntes de procura turística em direcção a produtos do trio cultura / património / ambiente, transformação susceptível de gerar o efeito de escala, em termos de fluxos de visitantes, necessário à promoção de novas iniciativas em matéria de alojamento, restauração e de animação permanente. O turismo cultural e de natureza, assume um importante papel na definição de uma estratégia de desenvolvimento económico do Concelho de Sardoal, que importa valorizar através da afirmação do Sardoal, num mercado de implantação específica: o das novas correntes de procura turística interna e externa. Para atingir este objectivo ambicioso impõe-se o ordenamento e a qualificação dos recursos turísticos (paisagísticos, culturais e do património edificado), a fixação de unidades de alojamento e restauração, de comércio e de serviços ligados à fileira do turismo e ao mesmo tempo a criação e manutenção de iniciativas na esfera da animação que mantenham o Sardoal na rota de eventos de dimensão nacional e regional e a montagem de uma estratégia de promoção ligada a circuitos turísticos regionais e europeus.

Padrão de povoamento equilibrado, num cenário viabilizador, por exemplo, das projecções demográficas do Plano Director Municipal, correspondentes ao cenário intermédio, o qual estabelece a ponte entre uma evolução positiva da população e a ocupação, por inteiro, do conjunto de áreas urbanizáveis projectadas naquele Plano e da recuperação do parque habitacional urbano, para o que, neste momento, se verifica uma acentuada tendência, traduzida num grande incremento da construção e reconstrução de habitações, quer na sede do Concelho, quer em muitas povoações dispersas pelas suas quatro freguesias.

Concretização de investimentos em infra-estruturas básicas e para investimentos produtivos, nomeadamente na Zona Industrial de Sardoal, apesar de se impor a conclusão da sua primeira fase e um estudo cuidado sobre a viabilidade da sua ampliação.

As características edafo-climáticas conferem ao Concelho de Sardoal excelentes potencialidades florestais, dado que a maior parte dos solos do Concelho tem boas aptidões para o desenvolvimento da Silvicultura de exploração/produção, com diversas espécies. Antes dos grandes incêndios de Agosto de 1995, cerca de 60% da área do Concelho estava ocupada por floresta de pinheiro bravo. Espera-se que a constituição das ZIF«s possa permitir uma evolução muito positiva do sector florestal.

 

CONCELHO DE SARDOAL

PONTOS FRACOS

 

A dependência do Concelho de Sardoal relativamente aos mercados de trabalho extra-concelhios, que aumentou substancialmente a partir do princípio dos anos 80 com o encerramento de algumas unidades industriais com alguma importância local.

A acentuada dependência de duas ou três entidades empregadoras, sendo de relevar a circunstância negativa de a maior entidade empregadora do Concelho ser a Câmara Municipal, tendência que se acentuou a partir do princípio da década de 80, em resultado do já referido encerramento de algumas unidades industriais importantes na área da indústria tradicional e da necessidade de combater os graves problemas sociais, em especial ao nível do desemprego, que daí advieram.

A falta de qualificação da mão-de-obra disponível, em parte resultantes de carências do sistema educativo, na área da preparação dos jovens para a vida activa e a que as estruturas oficiais de formação profissional não têm conseguido dar resposta e da dificuldade de adaptação a novas actividades por parte dos activos que antes trabalhavam na indústria tradicional (malaria, exploração florestal e serração de madeiras, transformação de plásticos, etc,) que entretanto deixou, praticamente, de ter expressão.

Debilidade na estrutura empresarial nos sectores de crescimento do emprego e dos estabelecimentos com um excessivo peso do Sector dos Serviços e da Administração Pública, estando particularmente pouco desenvolvido o ramo dos serviços às empresas.

Escassez potencial dos recursos agro-florestais, circunstância agravada de forma dramática com as consequências dos incêndios florestais dos últimos anos, que consumiram mais de 70% da floresta de exploração/produção do Concelho. A natureza fundiária e a dimensão da propriedade florestal do Concelho de Sardoal, quase que inviabilizam o aparecimento de iniciativas privadas que garantam uma intervenção razoável nas áreas ardidas, que são, como se sabe, superiores a 4 000 hectares. Por outro lado e perspectivando-se a curto prazo uma profunda quebra do rendimento das famílias que viram consumidas pelo fogo as suas propriedades, terão que ser encontradas formas alternativas de rendimento, que promovam a fixação de novos efectivos populacionais, especialmente de jovens e evitem a desertificação humana, já com tendência acentuada e que se irá agravar de forma irreversível se não forem tomadas, atempadamente, as medidas adequadas.

Uma acentuada quebra da capacidade de iniciativa autárquica em domínios importantes para a afirmação do Sardoal (ordenamento, património, cultura, etc.) que permitissem sustentar a imagem urbano-paisagística e dos valores patrimoniais existentes, mostrando-se urgente a recuperação da capacidade de negociação institucional por parte da Autarquia.

Reduzido potencial de rejuvenescimento da população e desertificação humana. Regista-se a circunstância preocupante da quebra de população que se verificou nas últimas décadas.


Baixa densidade populacional.

Acentuado envelhecimento da população.

Insuficiente cobertura da rede de infra-estruturas básicas.

Tendência de despovoamento de alguns aglomerados de características rurais.

Baixo poder de compra da população.

Serviços prestados às empresas pouco diversificados e desajustados às necessidades específicas do mercado local/regional.

Constrangimentos à instalação de empresas resultantes quer do PDM em vigor, quer da ausência de uma política de incentivos à fixação de novas empresas.

Fraco empreendedorismo e capacidade de inovação.

Carência de infra-estruturas turísticas de qualidade e de estruturas de animação cultural e turística.

Património histórico e cultural subaproveitado (algum já em avançado estado de deterioração).

Baixo nível de escolaridade e qualificação.

Elevada taxa de desemprego feminino.

Serviços de saúde desajustados e grandes lacunas ao nível da assistência médica.

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