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Notas Soltas

Mea Culpa

No meu último post escrevi uma nota em que referia que o site municipal era uma ferramenta mal utilizada, citando o facto de aí não ser feita a divulgação da discussão pública da proposta de alteração à tabela de taxas.

Esta afirmação não estava correcta e, de facto, a referida publicitação consta do site municipal desde o dia 18 de Março, pp., ficando o meu lapso a dever-se a uma deficiente busca no site.

Devo, no entanto, referir que a minha chamada de atenção não encerrava qualquer juízo de valor, tendo apenas o intuito de contribuir para melhorar o site municipal, que nos últimos tempos tem sido objecto de uma reformulação positiva, por parte da equipa que o elabora e actualiza.

De qualquer forma, deixo aqui, o meu humilde pedido de desculpa aos meus leitores e a quem se tenha sentido atingido pelo errado conteúdo do referido post.

 

Apelo à inspiração divina

 Apreciei e louvo o trabalho que a Junta de Freguesia e a Câmara Municipal estão a realizar no sentido da caiação/pintura das capelas da Vila de Sardoal, já visível na Capela do Espírito Santo.

Oxalá que a inspiração do Divino Espírito Santo incida sobre os nossos responsáveis municipais, motivando-lhes a vontade de dar igual tratamento aos Paços do Concelho, antes de lançarem a habitual «Campanha da Cal» do próximo Verão.

Os bons exemplos devem vir de cima…

 

Vale do Cabril / Caminho Rural Entrevinhas – Presa

 Cito, da Nota de Abertura do último Boletim Municipal a seguinte afirmação do Senhor Presidente da Câmara Municipal: «(…) A candidatura  do Vale do Cabril às «”7 Maravilhas de Portugal”, por exemplo, foi apenas uma das muitas vertentes que temos hipótese de explorar e rentabilizar em termos turísticos e ambientais. Outras maravilhas temos no nosso Concelho, pelas suas potencialidades e beleza, merece ser destacado. Apesar de não ter sido seleccionado para passar às fases seguintes do concurso, já valeu a pena todo o esforço e investimento, pelo muito que dele se falou e pelo amplo destaque e divulgação que mereceu em inúmeros órgãos de comunicação social.»

Estas afirmações merecem-me algumas reflexões:

Em primeiro lugar porque o Vale do Cabril e a sua área envolvente detém um lugar especial nas minhas memórias da infância e juventude e as lendas que lhe estão associadas povoaram o meu imaginário, nos muitos dias que por ali passei, a trabalhar nas hortas da família, a apascentar o nosso pequeno rebanho, ou a pescar pequenos bordalos na ribeira que serviam de isco para a pesca das enguias, que por ali existiam com alguma abundância. Tenho, por isso, uma profunda ligação afectiva àquele espaço, onde ainda hoje sinto as ligações telúricas que nos ligam a determinados locais. Gosto muito daquele espaço, mas não lhe reconheço condições para ser eleito uma das 7 maravilhas naturais de Portugal

Em segundo lugar porque o Vale do Cabril não pode ser dissociado de um percurso mais amplo que engloba, também, toda a Ribeira das Sarnadas, a Ribeira do Pisão/Vale Formoso, a Barragem da Lapa, onde confluem as duas ribeiras e o troço da Ribeira de Arcez, até ao limite do nosso Concelho.

Estas ribeiras são, hoje, uma sombra do que eram há quarenta ou cinquenta anos, quando todas as hortas que existiam nas suas margens eram cultivadas e ainda funcionavam todas as azenhas e lagares, que poderiam servir para dar consistência à tão propalada «Rota do Pão», que também deve incluir os moinhos de vento de Entrevinhas, e da parte sul da freguesia de Alcaravela.

O ponto de partida para o lançamento de um projecto que vise o aproveitamento turístico desta zona, bem poderia começar pela beneficiação de alguns caminhos rurais e pela limpeza do leito das ribeiras e das suas margens.

A referência que faço, no título desta nota ao caminho rural Entrevinhas/Presa, deve-se ao facto de o mesmo se encontrar quase intransitável para veículos que não estejam parados para o todo-o-terreno, sendo este caminho rural a alternativa mais curta para quem se queira deslocar da freguesia de Alcaravela, para as aldeias de Entrevinhas, Palhota e Cabeça das Mós, quando a ponte da Palhota se encontra submersa, por força do enchimento da Barragem da Lapa, como recentemente aconteceu, durante várias semanas.

A acentuada degradação do caminho rural Entrevinhas/Presa, quase que torna inútil o investimento que foi deito na construção da ponte do Vale de Oliveira a a beneficiação do caminho rural Vale de Oliveira/Carrascosa/Vale Formoso.

Com alguma ironia, não resisto à tentação de convidar os nossos responsáveis autárquicos a visitar o Vale do Cabril, indo por Entrevinhas, em direcção à Presa, utilizando para o efeito os seus próprios carros. Estou certo que, dessa forma, sentirão a premência de uma urgente reparação daquele caminho rural, nem que essa reparação consista, apenas, na beneficiação do pavimento com colocação de tout-venant e a limpeza de valetas para drenagem das águas pluviais.

 

Decálogo de Jefferson

 Na preparação do meu exame de admissão aos liceus, para além do livro de leituras da 4ª classe, utilizei um outro livro de leituras com o título de «FINALMENTE», que continha textos mais elaborados com um vocabulário mais complicado.

Há dias, ao folhear esse livro que tenho há quase cinquenta anos, deparei-me com o seguinte texto, com o título deste post, que tenho relido muitas vezes ao longo da minha vida, e que não resisto a transcrever para os meus estimados leitores:

 

«Tomas Jefferson – um dos maiores pensadores americanos, um daqueles que no século XVIII mais trabalharam para a independência dos Estados Unidos, um dos que redigiram a célebre acta da Proclamação da Independência – era um homem muito simples, muito liberal e extremamente popular.

Para seu uso próprio, Jefferson tinha redigido o seguinte admirável Decálogo, ainda hoje profusamente espalhado em todas as escolas da grande República Norte – Americana:

I – Não deixes para amanhã o que puderes fazer hoje;

II – Não peças o auxílio de outrem para o que possas fazer só;

III – Não compres objectos imiteis sob o pretexto de que são baratos.

IV – Não sejas vaidoso nem orgulhoso, pois que o orgulho e a vaidade custam mais que a fome e a sede;

V -  Não te arrependas nunca de ter comido pouco;

VI – Não despendas dinheiro antes de o ter ganho;

VII – Faz de boa vontade tudo o que tiveres de fazer: nunca te cansarás;

VIII – Não tenhas apreensões, pois não sabemos o que o futuro nos reserva; as desgraças que mais tememos são, em geral, as que menos se realizam;

IX – Considera todas as coisas sob um ponto de vista favorável;

X – Quando estiveres contrariado, antes de proferires qualquer palavra conta até 10; contarás até 100 se estiveres encolerizado.

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