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Há 105 anos era assim

Publicado a 28/10/2009, 12:38 por Luís Gonçalves   [ atualizado a 28/10/2009, 12:50 ]
E agora?  Descubra as diferenças.  

Em 23/10/1904, uma correspondência com o título:”O Sardoal navega às cegas”, publicada no jornal «ECHOS DO TEJO» que se publicava em Abrantes, definia um conjunto de regras que ao seu autor pareciam definir as condições para a escolha dos homens públicos:

A mais nobre regalia de um homem de bem - sustento dos povos e das nações, é a fidelidade ao dever. E quando se está revestido de autoridade, corromper ou sofismar os nossos deveres é uma profanação, é um sacrilégio. Há momentos em que o dever parece confundir-se com o interesse. Mas essa ideia é sobremaneira grosseira e não pode basear-se em actos dignos. Daqui resulta:

1º - Devem estar à testa dos negócios públicos cidadãos de reconhecida dignidade e moralidade;

2º - Os lugares de eleição não são hereditários, nem se conquistam por assalto;

3º - Devem expulsar-se dos lugares públicos os enfatuados, que à força de se engrandecerem, caem no ridículo;

4º - Aceitar a camaradagem de pedantes ou imbecis, cooperar com eles, é pertencer ao seu número;

5º - Os favores recebidos não podem abafar a voz do dever, o grito da consciência, base do bem - estar social;

6º - O bem de um povo, não pode depender de caprichos e inconstâncias daqueles que o dirigem.

Um Sardoalense


Estas reflexões foram escritas há 105 anos, mas passado mais de um século mantêm toda a actualidade. Estarei enganado?
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