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Padre António de Carvalho de Parad

Filho de António Carvalho e de Margarida Parada, nasceu no Sardoal em 1595. Estudou na Universidade de Coimbra, onde depois de estudar Teologia recebeu o grau de Doutor, sendo, como refere a “Biblioteca Lusitana”: “Igualmente doutor em hum e outro Direito”, o que julgamos significar, ter sido Doutor em Direito Canónico e em Direito Civil. Na mesma obra se refere que era dotado de singular prudência, juízo agudo, vasta erudição e notícia de máximas políticas, por cujos dotes era estimado das maiores pessoas da Corte, distinguindo-se, entre todas, D. Miguel de Castro, Arcebispo de Lisboa. Por todas estas razões foi eleito pelo Clero Português como seu Procurador na Corte de Madrid.

Possuía lugares honoríficos e benefícios rendosos, como por exemplo: Protonotário Eclesiástico, Arcipreste da Catedral de Lisboa, Visitador, algumas vezes, da Diocese de Lisboa. Foi Prior de Bucelas e Guarda - Mór da Torre do Tombo.

Faleceu em Bucelas, em 12 de Dezembro de 1655, sendo sepultado na Capela-Mor de Bucelas, dedicado a Nossa Senhora da Purificação.

É louvado por João Soares de Brito (Thetro Lusit. -Liter. Nº 59), Marangoni (Thezaur. Paroch - Tomo 2, Lib.3, nº 85 - pag. 107), etc.

Escreveu:

-”Diálogos Sobre a Vida e Morte de Bartholomeu da Costa, Thesoureiro Mor de Lisboa” - Lisboa, por Pedro Crasbeek - 1643.

-”Arte de Reinar” - Bucelas, por Paulo Crasbeek - 1644.

Foi em prémio  desta obra que foi eleito Guarda-Mor da Torre do Tombo, da qual diz D. Francisco Manoel, na Carta dos Autores Portugueses a Manoel da Fonseca Themudo: “que com grande razão se atreveu a ter os Reys por discípulos na Arte de Reinar, livro digno de toda a estimação”.

-”Discurso político fundado en la Doctrina de Christo Nuetro Senor y de la Sgrada Escritura, si conviene al govierno espiritual de las almas, o al temporal de la Republica aprovarse el modo de predicar de reprehender a los Principes y sus Ministros” - Lisboa - 1627.

-”Discurso em que se propunha à Majestade d’el Rey D.João, o IV, que o ofício de provedor que em muitas comarcas do Reyno se exercitava ou devia ser reformado ou extinto.” - Manuscrito.

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